Carol Albuquerque, Fabiana, Jaqueline, Paula Pequeno, Sheilla, Valeskinha, Fabi, Fofão, Mari, Sassá, Thaisa, Walewska. Seis delas estavam naquele fatídico set, há quatro anos, quando um 24×19 não foi o bastante para chegar a final e a seleção sucumbiu nas semi-finais. Três anos depois, no Pan do Rio de Janeiro, as brasileiras enfrentavam as rivais cubanas, e em um jogo fortíssimo viram escapar seis match points, o quarto set para Cuba por 34×32, o ouro no tie-break, e a torcida brasileira indo embora sem esperar a entrega da prata para suas jogadoras. Hoje, as doze, mais a comissão técnica e todas as jogadoras que participaram dessa luta mas não estão lá, comemoraram o ouro olímpico no volêi, o primeiro no feminino em todos os tempos. O ouro do orgulho e do trabalho bem feito, o ouro do sinal que Fabi fez para Mari, o sinal da volta por cima depois de quatro anos taxada pelo ponto que perdeu em 2004, como se todos os outros 33 que fez naquela semi-final nada valessem. O ouro de Carol e Joyce, cortadas pouco antes das Olimpíadas e homenageadas no pódio pelas jogadoras. O ouro de Fofão, com 38 anos em sua 5ª Olimpíada e se retirando do esporte, o ouro de José Roberto Guimarães, que mais importante do que se tornar o primeiro técnico a ser ouro no masculino e feminino, é o técnico que não abandonou suas atletas em momento algum e acreditou no grupo mais desacreditado. O ouro de uma seleção que veio de dois quarto lugares e dois bronzes nas últimas quatro Olimpíadas. O ouro do Brasil mas, principalmente, o ouro delas, nossas meninas de ouro.

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